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O Carnaval de Várzea Alegre não será mais totalmente gratuito como ocorreu em anos anteriores. A informação foi repassada pelo prefeito Zé Helder (MDB) e pela empresa Pop Som, ontem, quarta-feira (06) que firmaram parceria público-privada para a realização do evento.
Alegando falta de recursos públicos para investir no evento, o prefeito afirmou que não há outra alternativa, se não em parceira com empresas privadas para continuar a tradição do carnaval varzealegrense. Mesmo tendo sido uma de suas principais promessas de campanha, o prefeito Zé Helder dá a mão à palmatória, ao assumir definitivamente que não é possível levar projetos como o carnaval adiante, com recursos públicos. 
A empresa Pop Som foi a única interessada em realizar o evento, pagando à prefeitura o valor de doze mil reais para ter direito a utilizar o espaço público durante os cinco dias de festa momina. Mas a Pop Som também exigiu a cobrança de ingressos de alguns shows para ter condições de realizar o evento. 
Serão gratuitos a sexta-feira e o domingo de carnaval. Já o sábado, a segunda e a terça-feira serão cobrados ingressos para os shows no Parque Cívico. O valor da entrada será de R$ 10,00 por noite. 
Para justificar a cobrança de ingressos, o prefeito citou o fato da empresa Pop Som investir cerca de trezentos e cinquenta mil reais na estrutura do evento e contratação de bandas. Só o contrato com Jonas Esticado custa em torno de cento e vinte mil reais, disse o prefeito.
Entre não realizar o evento e realizá-lo neste formato, o prefeito afirmou que é melhor fazê-lo desta forma, em nome da manutenção da economia e da tradição locais.
Zé Helder também citou que conversará com a empresa Pop Som para que os preços cobrados pelas bebidas no interior do Parque Cívico sejam acessíveis, dentro de uma margem de lucro aceitável. 
Cobrar pelos shows durante o carnaval não é novidade em Várzea Alegre. Na gestão do ex-prefeito Vanderlei Freire, isso já foi feito. O problema foi a repercussão negativa da medida e a pouca participação do público na maioria dos shows. E naquele carnaval, o ingresso custava apenas cinco reais por noite. 
As críticas aumentaram ainda mais quando o público se deparou com a cobrança da área vip – espaço destinado a quem pode pagar mais para ver os shows próximo ao palco. 
Essa ideia não está totalmente descartada pela Pop Som, que pensa em cobrar pelo ingresso do front pelo menos no dia do show do cantor Jonas Esticado. 
Resta saber como o público reagirá ao formato implantado nesta parceria público-privada para este carnaval. 
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